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Por trás do espelho

Publicado por:
Ivy Farias
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Se houve algo positivo em 2017 foi a grande demonstração de atrizes e produtoras em Hollywood que a indústria cinematográfica é machista. Os relatos das atrizes, o protesto no Globo de Ouro e, espero, o Oscar 2018 escancararam o que todas pensávamos mas poucas tinham coragem de falar- e admitir.

 

Mas, e no Brasil? Até o momento não tivemos uma iniciativa parecida. E como não me cabe falar porque este não é o meu lugar de fala, vou apenas sugerir uma abordagem: por que não vermos filmes dirigidos e produzidos por mulheres?

 

A minha primeira indicação é a carioca Susanna Lira. Seu filme mais recente, Clara Estrela, sobre a cantora Clara Nunes é uma grande inspiração: lançado no ano passado após a divulgação de vídeos em que traficantes agrediram uma ialorixá, a diretora, que é evangélica, fez uma premier em que todos usavam branco e ressaltou a importância da tolerância religiosa no país.

 

Susanna é uma das maiores cineastas da atualidade que é capaz de contar boas histórias de mulheres e suas lutas com os direitos humanos. Destaco aqui também “Não Saia Hoje”, sobre Debora Maria Silva e as Mães de Maio e “Promessas Partidas”, sobre Marli Maravilha, uma estudante de Direito de Recife que conseguiu aprovar um projeto de lei para que os presidiários possam reconhecer legalmente seus filhos. Entre os documentários tem também o “Positivas” sobre mulheres que vivem com o HIV e “Damas do Samba”, sobre as mulheres sambistas do Rio.

 

Mas também tem as séries! Ah, as séries! “Mulheres em luta”, é sobre as mulheres que resistiram à ditadura civil-militar empresarial no Brasil e “Mulheres de Aço” que conta a história de quatro delegadas de polícia. Ambas foram exibidas no GNT.

 

E vocês, têm cineastas brasileiras para recomendar? Eu tenho, volto aqui para indicar mais!

Sobre a autora
Ivy Farias

É jornalista formada na Cásper e estuda Direito no Mackenzie. Viajou quase o mundo inteiro gastando poucos tostões ouvindo rock and roll até assentar em São Paulo. Cristã, militante dos direitos humanos e dos animais, é feminista e adora uma burocracia.

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